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O Observatório das Eleições é um projeto organizado por diversas universidades brasileiras, sob a coordenação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Estudos sobre Política e Integridade Eleitoral (IEPI), com o objetivo de monitorar grandes questões e elementos relativos às eleições, de modo mais geral, e aos processos eleitorais especificamente. O Observatório existe e tem destacada produção desde 2018, tendo tido diversos parceiros, tanto no campo do financiamento quanto no campo da divulgação.  Entre os seus principais financiadores, encontram-se o CNPq, a Fapemig e, em determinados momentos, alguns mandatos parlamentares, via emendas. Em relação aos principais divulgadores dos produtos de pesquisa gerados, destaque para o Jornal O Globo, por meio da seção Pulso, a revista Carta Capital, o site GGN, o site Nexo, o site Congresso em Foco, o portal Uol, entre outros.


Ao longo das últimas eleições no país, o Observatório das Eleições teve forte impacto não apenas na discussão e no esclarecimento de questões relativas às campanhas eleitorais, como também na problematização do ecossistema de desinformação que se consolidou no Brasil, com a discussão sobre as estratégias desenvolvidas e a produção sistemática de fake news, nos mais variados formatos. 


Em sua versão 2026, o Observatório pretende atuar em três frentes principais.


Em primeiro lugar, vamos propor, tal como fizemos nas eleições anteriores, uma discussão sobre os principais elementos conjunturais da eleição ligados tanto às campanhas quanto à análise de dados de pesquisa, além do acompanhamento de algumas eleições estaduais.


Em segundo lugar, desde 2022, o Observatório das Eleições vem ampliando o monitoramento da desinformação no Brasil, com um acompanhamento sistemático de redes sociais dos principais atores políticos e da atuação das plataformas, em diversas bases, em consonância com projetos ligados à Universidade de Brasília (UnB), à UFMG e ao Iesp/UERJ. Nesse escopo, priorizamos a abordagem das seguintes questões:


1 - Impacto das redes sociais nas eleições: compreensão da articulação e das redes sociais na dinâmica eleitoral – elas são espaço e campo de informação ou estrita circulação de fake news?


2 - Ecossistema de desinformação: observa-se no Brasil uma produção sistemática de conteúdo falso ou falseado, com criação de conteúdos que alimentam diversas narrativas, um sistema complexo de produção e disseminação que envolve vários atores e várias etapas: produção, circulação, consumo, reprodução, criação de agendas.  


3 - Papel das plataformas: como entender também as ações das diferentes plataformas no que diz respeito à questão eleitoral. Nesse sentido, já monitoramos, em outras versões, tanto a indexação do Google em relação às diferentes notícias como também o modus operandi das diferentes plataformas em relação às várias candidaturas, impulsionando ou não alguns campos ou determinadas discussões eleitorais.


4 - Análise da relação entre as diferentes formas de atuação do Tribunal Superior Eleitoral e as campanhas discutindo os elementos da regulação da informação do estado de direito.


Em terceiro lugar no escopo de trabalho de 2026, além de ampliar essas perspectivas e aprofundar as abordagens já desenvolvidas, vamos também discutir o papel da IA, os efeitos de ação da inteligência artificial em processos eleitorais, com discussões e abordagens aprofundadas a partir de dados preliminares elaborados tanto por grupos de pesquisa da UFMG quanto de outras universidades parceiras, mostrando que as diferentes inteligências artificiais não processam, com a neutralidade necessária, as principais questões frequentemente existentes. Nesse quesito, já se torna possível identificar evidências de algumas plataformas que se diferenciam em questões como segurança pública, tratamento de questões relativas à redução da maioridade penal e meio ambiente no que diz respeito ao posicionamento dos diferentes candidatos em relação a esses temas.


Desde a sua criação, há oito anos, o papel fundamental do Observatório das Eleições é o de propiciar à população brasileira o acesso à informação mais ampla sobre as eleições e a importância dos processos eleitorais, esclarecendo as pessoas  por meio da sistemática produção de artigos abrangentes sobre os mais diversos temas nacionais relativos às principais questões envolvidas no processo eleitoral, colaborando também com a própria imprensa na produção de conteúdos mais neutros e cientificamente informados sobre os processos. O Observatório, importante salientar, não tem nenhum tipo de patrocínio privado para a sua produção.


Para a eleição de 2026, o Observatório das Eleições conta com uma parceria entre o IEPI, instituto de pesquisa independente e sediado em Belo Horizonte, sob coordenação do Professor Leonardo Avritzer, o IESP/UERJ e a Universidade Federal do Ceará. 

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INSTITUTO DE ESTUDOS EM POLÍTICA E INTEGRIDADE ELEITORAL - IEPI

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